Páginas: [1]   Ir para o fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Aguas do Algarve responsaveis pela morte de milhares de Patos Reais.  (Lida 644 vezes)
embroise
Membro Frequente
****
Mensagens: 446


Ver Perfil
« em: Setembro 14, 2010, 03:17:12 »

Acuso aqui as Aguas do Algarve pela Morte continuada de milhares de Patos Reais.
Li essa noticia http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1455771, mas nada me espanta, pois desde há mais de 10 anos que todos os anos, morrem centenas de Patos Reais que deviam ser protegidos,pela Rede Natura 2000 e pela convecção Ramsar.
No entanto todos os anos acontece a mesma mortandade e vem uma técnica dizer que está tudo bem,como se tudo bem, fosse a morte de milhares de patos reais,nessa ETAR assassina.
Se está tudo bem qual o motivo que as aves morrem?
Se está tudo bem qual o motivo que os resultados das ETARs na Ria Formosa deixaram de ser publicados desde Janeiro?
Se está tudo bem porque morrem cada vez mais amêijoas na Ria Formosa?
 Se está tudo bem porque morreram 80% dos cavalos marinhos?
Qual o motivo que o ICNB e a CCDR continuam calados?
Por fim a morte dos patos já existe este ano, desde Julho mas estiveram à espera da eleição da 7ª Maravilha para a divulgação dessa noticia das ETARs assasinas.
HIPROCRITAS, É O QUE SÃO TODAS ENTIDADES RESPONSÁVEIS POR ESTES CRIMES,NA RIA FORMOSA.
« Última modificação: Setembro 14, 2010, 03:27:18 por embroise » Registado
embroise
Membro Frequente
****
Mensagens: 446


Ver Perfil
« Responder #1 em: Setembro 16, 2010, 02:22:40 »

Noticias sobre a morte dos patos na etar das Aguas do Algarve.
Algarve
Centenas de patos morrem na ria Formosa

por MIGUEL FERREIRA14 Setembro 2010
Centenas de patos morrem na ria Formosa

Animais aparecem mortos nas lagoas junto à ETAR de Faro. Surgem à média de dez por dia e, nesta altura, já cerca de duas centenas terão sucumbido. Bactéria deve ser a causa

Há animais que se arrastam em cima do alcatrão quente, na estrada que circunda a ETAR, em Faro, numa tentativa de alcançar a água. Mas os que lá chegam não conseguem voar e rapidamente perdem as forças. São essencialmente patos e galeirões e estão a morrer na estação de tratamento de águas residuais dos Salgados, para onde é canalizado uma parte dos esgotos de Faro. Desde o final de Agosto, já terão sucumbido mais de 200 animais.

Diariamente, a empresa Águas do Algarve tem recolhido uma média de dez cadáveres na sequência de um surto que diz ter começado a 29 de Agosto. Mas técnicos do Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens (RIAS) dizem ter detectado aves mortas com mais tempo, "talvez do início de Agosto", contou ao DN Carla Ferreira, médica-veterinária do RIAS, com sede em Olhão.

É para aí que são levados as várias espécies de patos que ainda estão vivos. "Chegaram-nos 125, uns morreram, outros recuperaram e já estão a voar em recinto fechado", explicou a médica-veterinária. Ainda de acordo com Carla Ferreira, as suspeitas vão no sentido de se tratar de botulismo, uma vez que "a sintomatologia e o elevado número de mortes são compatíveis com a doença".

Por outro lado, no Sul de Espanha também foi detectado um surto, o que reforça a hipótese, ainda que "só os exames laboratoriais possam definir com certeza do que se trata, e ainda não estão concluídos".

Um cenário de botulismo é essencialmente explicado pela existência de águas paradas, elevadas temperaturas e grande concentração de animais.

Na presença de matéria em decomposição, a Clostridium botulinum, uma bactéria que existe na natureza, encontra as condições ideais para produzir uma toxina que se acumula nas larvas que servem de alimentos a muitas aves, a toxina botulínica.

Não se tratando de botulismo, Carla Ferreira avança com outras hipóteses possíveis, ainda que menos prováveis: intoxicação por algas ou a presença de outra bactéria.

Enquanto os animais mortos são incinerados, os que sobrevivem são anilhados numa pata e recebem ainda marcas nasais, próprias para patos, com o objectivo de poderem ser identificados dentro de água.

"Só os vamos libertar quando tivermos a certeza de que o surto foi erradicado, para não acontecer como no ano passado em que os animais voltaram a entrar no centro, mortos", esclarece Carla Ferreira.

Na ETAR, situada entre Faro e Olhão, em plena ria Formosa, um tractor tem nos últimos dias tentado desbastar o canavial que acompanha as lagoas, e que, nesta altura, constitui um obstáculo à detecção de animais vivos e mortos.

A situação está a ser acompanhada por técnicos da Câmara de Faro, Parque Natural da Ria Formosa, Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve e CCDR/Algarve.
Registado
embroise
Membro Frequente
****
Mensagens: 446


Ver Perfil
« Responder #2 em: Setembro 16, 2010, 02:26:38 »

Noticia do publico em 2003,sobre a morte das aves protegidas na Ria Formosa,sabem onde ? Na ETAR que continua a matar as aves que deviam ser protegidas e não o são.
Há cerca de três meses que patos, galeirões e galinhas de água, entre outras espécies, são encontrados mortos ou doentes nas lagoas da Estação de Tratamento de guas Residuais (ETAR) dos Salgados, em Faro.

As aves doentes foram levadas para o centro de recuperação da Quinta de Marim, onde deram entrada cerca de 660 animais, 200 dos quais já foram libertados.

Segundo a directora do PNRF, Isabel Pires, as suspeitas sobre a causa de morte das avaes recaem sobre o botulismo hídrico, apesar de as análises à água das lagoas da ETAR e aos cadáveres das aves terem dado resultados negativos.

"Devido aos sintomas apresentados pelas aves, que ficam desidratadas, prostradas, sem se conseguir mexer e com diarreia, suspeitámos que a causa da morte seja essa doença, que é muito difícil de ser detectada", explicou Isabel Pires.

A responsável explicou que a existência da bactéria não tem a ver com questões de manutenção da ETAR dos Salgados, cuja gestão compete à Câmara de Faro, dado que este tipo de situações acontecem em todo o mundo.

A directora do PNRF reconhece ser "pouco provável" que as autoridades do ambiente consigam evitar o aparecimento da doença, bem como evitar o afastamento das aves das lagoas da ETAR, já que se trata de um sítio muito atractivo para aquelas espécies. "O máximo que podemos fazer é estar mais preparados para futuras situações destas e proceder ao rápido tratamento das aves que adoecem", afirma.

Sem conseguir contabilizar o número de aves mortas, a responsável adianta, porém, que a taxa de recuperação das aves levadas para o centro é de cerca de 50 por cento e que o número de animais doentes que foi recolhido "reduziu bastante, embora continuem a entrar aves diariamente para ser tratadas".

Sublinhando que a situação ocorre há alguns anos nas lagoas da ETAR, Isabel Pires realça, no entanto, que este ano o número de aves mortas foi superior.

"Esta situação pode prolongar-se mais algum tempo, mas estamos a contar que em Novembro já não haja mais entradas no centro da Quinta de Marim", disse a responsável.
Registado
embroise
Membro Frequente
****
Mensagens: 446


Ver Perfil
« Responder #3 em: Setembro 16, 2010, 02:29:07 »

Esta noticia é de 2008 e saiu no Diario on line,as Aguas do Algarve diziam então que só eram responsaveis por aquela ETAR assasina há poucos meses.
Mais de cem patos e outras aves foram descobertos mortos nos últimos quinze dias na estação que trata a maior parte das águas residuais provenientes de Faro, situada junto a Olhão, disse fonte da Águas do Algarve.

De acordo com a mesma fonte, as aves poderão ter sucumbido a uma doença chamada botulismo, embora só os exames que estão a ser realizados aos animais possam revelar qual a causa das mortes.

Desde há quinze dias até meados da passada semana foram contabilizadas cerca de noventa aves mortas, tendo segunda-feira sido removidas mais algumas dezenas, acrescentou a Águas do Algarve.

Alguns dos exemplares são enviados para análise e outros para uma estação de incineração em Beja, disse a mesma fonte, remetendo mais pormenores sobre as causas para quando se obtiverem resultados.

A situação já não é nova, segundo a mesma fonte, embora a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Faro Nascente, onde foram detectadas as mortes, só seja explorada pela empresa desde Abril do ano passado.

A ETAR em causa é apelidada de estação de lagunagem, o que significa que funciona com base em baixa tecnologia e sem recurso a equipamentos ou produtos químicos, acrescenta a Águas do Algarve.

Situa-se entre Faro e Olhão, junto à Lagoa dos Salgados e é a estação responsável por tratar a maior parte das águas residuais provenientes da capital algarvia.

A situação está a ser acompanhada por técnicos da Câmara de Faro, Parque Natural da Ria Formosa (PNRF), Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAPALG) e CCDR/Algarve.
Registado
Páginas: [1]   Ir para o topo
  Imprimir  

 
Ir para:  

CSS válido! Powered by SMF 1.1.11 | SMF © 2006-2008, Simple Machines LLC
SMF_Clear by Crip
XHTML 1.0 válido!