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Autor Tópico: Obras em Moncarapacho  (Lida 868 vezes)
V
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« em: Outubro 24, 2009, 12:52:41 »

Foi-me chamada a atenção das obras de requalificação em Moncarapacho. Pergunto aos membros deste forum que por ventura por lá passam ocasionalmente se sabem se tais obras estão a ter acompanhamento arqueológico.

Em caso de resposta negativa, parece-me gravissimo "mexer" nos solos junto á igreja sem haver qualquer tipo de acompanhmento cientifico.
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embroise
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« Responder #1 em: Outubro 24, 2009, 05:03:57 »

então o" V " pensa que a CMO está interessada no nosso património ,arqueológico?
Se a CMO tivesse alguma sensibilidade para isso já tinha feito o mapa arqueológico do concelho e contratado
arqueologistas sérios para acompanharem determinadas obras.
Já reparou nas pessoas que foram eleitas para vereadores,desde os do ps passando pelas do psd e acabando na do b.e. acha que algum dos novos ou antigos vereadores se interessam pelo nosso passado arquelógico?
eles querem é assegurar o seu futuro.
é assim que será destruído todo o património arqueológico na quinta de marim se o projecto mimobiliário que estáprevisto para aquela zona for avante.
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V
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« Responder #2 em: Outubro 24, 2009, 09:22:47 »

Peço desculpa pela minha ingenuidade politica mestre embroise Smiley

Apenas queria confirmar aquilo que já temia.

Vou tentar contactar as autoridades competentes a ver se algo pode ser feito a respeito desta situação

A respeito de Marim pelo que ouvi dizer já não se vai realizar. E embora tambem seja contra, na altura que essa "bomba" rebentou contactei o então IPA que me informou que as obras em Marim teriam acompanhamento arqueologico permanente.
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antonio
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« Responder #3 em: Outubro 27, 2009, 08:55:24 »

Em nome da APOS posso dizer que solicitámos por email informações à Junta de freguesia de Moncarapacho no dia 24 de Outubro e ainda não recebemos qualquer esclarecimento. Por isso demos entrada hoje (dia 27) um pedido de esclarecimento à Direcção Regional da Cultura. Após deslocação ao local, verificámos que efectivamente estas obras estão a decorrer alegadamente para arranjos exteriores da área em redor da Igreja Matriz. Para que a legislação em vigor seja cumprida, nomeadamente a Lei nº 107/2001 de 8 de Setembro, é necessário que a CMO tenha solicitado um parecer prévio da Direcção Regional da Cultura, porque se trata de uma área em processo de classificação.
Acreditamos que tudo estará bem e parece-nos perfeitamente natural que se façam obras de melhoramento no local no entanto, como já estamos escaldados e infelizmente não vale a pena pedir esclarecimentos à CMO (nunca responde...), fomos pedi-los por escrito à Direcção Regional da Cultura.

Quanto à questão de Marim, de facto todo o plano de pormenor foi aprovada com as condições da Direcção Regional da cultura, nomeadamente que as obras imediatamente parariam quando fosse encontrado algo de interesse arqueológico. O problema é que, segundo alguns arqueólogos me disseram, não está lá ninguém a vigiar a obra...
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antonio
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« Responder #4 em: Novembro 27, 2009, 11:37:42 »

Tenho a dizer que a APOS recebeu uma resposta escrita da Direcção Regional da Cultura confirmando que as obras em causa têm apoio arqueológico e estão a decorrer da forma regulamentada.
Pena é que em Olhão, tanto a CMO como a Junta de Freguesia de Moncarapacho não tenham o hábito de responder por escrito aos seus cidadãos e seja uma entidade exterior a Olhão a fazê-lo!
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embroise
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« Responder #5 em: Novembro 27, 2009, 03:39:31 »

ò "antonio" então se o presidente da CMO, engº Francisco Leal, nas sessões da CMO, se recusa a responder às questões levantadas por um vereador, e quando questionado pelas pessoas a resposta é sempre OPURTUNAMENTE.como é que quer que ele responda à APOS?
O conceito de democracia, e de participação das populações na vida do concelho, deste presidente da CMO é ZERO.
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FUJEM ZÉBRAS!


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« Responder #6 em: Novembro 27, 2009, 04:06:17 »

Ontem + 1 vez respondeu ao vereador do BE com 1 "oportunamente" responderei às questões apresentadas há várias semanas pelo vereador.
Isto passou-se na reunião da Assembleia Municipal realizada em 26/11/2009 na CMO.
Como o Presidente Leal sabe que não há tribunal nenhum que lhe chateie tá-se a borrifar para o prazo de 10 dias que tem pra responder.
Engraçado foi a resposta do Presidente da Junta de Moncarapacho dizer que vai aprovar a acta da reunião mas para a próxima não aprova!!! Perdeu 1 boa oportunidade de estar calado!
A acta omite muitas coisas que se passaram na reunião!
As respostas do Presidente Leal não ficaram claras na acta,apenas vem a dizer que o Presidente respondeu ás questões mas não especifica o raciocinio!
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Um homem só se pode sentir realizado quando faz um filho, planta uma árvore, escreve um livro e se faz sócio do SC Olhanense! (só me falta o livro)
antonio
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« Responder #7 em: Fevereiro 06, 2010, 09:04:59 »

No que toca às ausências de respostas da autarquia, já agora chamo a atenção para um artigo que publiquei no jornal Brisas do Sul, de Fevereiro de 2010, sobre a relação entre a APOS e o actual Presidente da Câmara:

O presidente das birras!
É bem conhecido o facto de o presidente da Câmara Municipal de Olhão fingir que a APOS não existe, e irritar-se com quem não se esforça por fingir tanto como ele.
Este “fingir” obsessivo, por vezes é caricato, podendo até arrancar um breve sorriso, mas, com mais frequência, é apenas vergonhoso…
E é um destes momentos vergonhosos que eu, em abono da verdade que ficará para pequena História de Olhão, venho por este meio relatar.
No último dia 28 de Novembro, a APOS organizou a sessão comemorativa do 1º Centenário do nascimento de Alberto Iria na Sociedade Recreativa Olhanense.
Para que a sessão tivesse dignidade, tentámos que esta decorresse num espaço novo e com as melhores condições possíveis, pelo que solicitámos à autarquia o auditório da Biblioteca Municipal de Olhão, em 15 de Junho de 2009.
A resposta, como sempre, foi o silêncio mal-educado.
Também, para dar dignidade à sessão convidámos entidades externas relevantes como é o caso da Academia Portuguesa da História, que acedeu imediatamente a comparecer através do seu representante máximo – a sua presidente, Profª. Drª. Manuela Mendonça.
Como a APOS não obtinha qualquer resposta sobre a participação da Câmara, a presidente da Academia Portuguesa da História resolveu enviar um ofício ao presidente da autarquia, convidando-o a participar.
Atendendo que neste ofício se fazia referência a que a APOS era também entidade participante do evento, a resposta foi a mesma de sempre: o silêncio mal-educado.
A Academia Portuguesa da História bem tentou, através de diversos telefonemas, arrancar uma resposta clara da autarquia, mas sempre se deparou com o habitual muro de silêncio mal-educado.
Ora este comportamento num presidente da Câmara é vergonhoso para Olhão e, aliás, parece-me até, mentalmente anormal e lesivo para os interesses políticos do próprio.
A APOS tem uma atitude de defesa dos interesses de Olhão, convidando todas as entidades, incluindo a autarquia, para este e outros eventos, dando colaboração mesmo quando a mesma não é solicitada, portando-se como guardiã dos superiores interesses do nosso concelho, mas a autarquia, quando através do seu presidente deveria ter um comportamento de Estado (pelo menos, respondendo à Academia Portuguesa da História…) comporta-se como uma criança de birras.
Bem sei que esta criança de birras acabou de ganhar recentemente mais umas eleições com maioria absoluta. Isso dá-lhe legitimidade democrática para fazer estas birras. Mas, no entanto, não deixam de ser isto mesmo: apenas birras infantis!
Chamo a atenção que chegámos a considerar fazer esta primeira sessão comemorativa na Biblioteca Municipal de Faro, onde com imensa facilidade e de um dia para o outro, obtivemos autorização para o uso do auditório.
Foi apenas porque somos uma associação olhanense que nos esforçámos por rodear os obstáculos mesquinhos da autarquia, e nos dispusemos a fazer esta primeira sessão comemorativa no nosso concelho, a bem de Olhão, mas contra a vontade da entidade que mais deveria aplaudir estas iniciativas – a própria autarquia!
Finalizo realçando que fizemos efectivamente a nossa segunda sessão comemorativa na Biblioteca Municipal de Faro no dia 16 de Janeiro último, com a presença da Directora Regional da Cultura do Algarve (Dr.ª Dália Paulo).
Aproveitámos o momento para anunciar e mostrar a nossa nova edição do livro porventura mais importante de Alberto Iria para o Algarve e Olhão – A invasão de Junot no Algarve. Trata-se de mais um grande feito para uma pequena associação que com apenas três anos de vida, sem qualquer apoio financeiro, consegue disponibilizar gratuitamente ao público, através da internet, mais de 20 livros! Sim, isto não é uma gralha! O leitor leu bem: são mais precisamente 28 livros! Poderá vê-los na Biblioteca da página web da APOS em “www.olhao.web.pt”!
A Directora Regional da Cultura não se cansou de elogiar a APOS como associação extraordinariamente singular em todo o panorama cultural-associativo do Algarve.
Efectivamente, a APOS provou e prova, que é possível, sem dinheiro, fazer mais e melhor que alguns políticos incompetentes que gerem orçamentos milionários, sempre sem a preocupação de irem à falência! Afinal de contas, se houver prejuízo na autarquia ou noutro nível do Estado, somos sempre nós, contribuintes, que teremos que pagar a gestão danosa destes políticos…
António Paula Brito
(Presidente da APOS)
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