antonio
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« Responder #7 em: Fevereiro 06, 2010, 09:04:59 » |
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No que toca às ausências de respostas da autarquia, já agora chamo a atenção para um artigo que publiquei no jornal Brisas do Sul, de Fevereiro de 2010, sobre a relação entre a APOS e o actual Presidente da Câmara:
O presidente das birras! É bem conhecido o facto de o presidente da Câmara Municipal de Olhão fingir que a APOS não existe, e irritar-se com quem não se esforça por fingir tanto como ele. Este “fingir” obsessivo, por vezes é caricato, podendo até arrancar um breve sorriso, mas, com mais frequência, é apenas vergonhoso… E é um destes momentos vergonhosos que eu, em abono da verdade que ficará para pequena História de Olhão, venho por este meio relatar. No último dia 28 de Novembro, a APOS organizou a sessão comemorativa do 1º Centenário do nascimento de Alberto Iria na Sociedade Recreativa Olhanense. Para que a sessão tivesse dignidade, tentámos que esta decorresse num espaço novo e com as melhores condições possíveis, pelo que solicitámos à autarquia o auditório da Biblioteca Municipal de Olhão, em 15 de Junho de 2009. A resposta, como sempre, foi o silêncio mal-educado. Também, para dar dignidade à sessão convidámos entidades externas relevantes como é o caso da Academia Portuguesa da História, que acedeu imediatamente a comparecer através do seu representante máximo – a sua presidente, Profª. Drª. Manuela Mendonça. Como a APOS não obtinha qualquer resposta sobre a participação da Câmara, a presidente da Academia Portuguesa da História resolveu enviar um ofício ao presidente da autarquia, convidando-o a participar. Atendendo que neste ofício se fazia referência a que a APOS era também entidade participante do evento, a resposta foi a mesma de sempre: o silêncio mal-educado. A Academia Portuguesa da História bem tentou, através de diversos telefonemas, arrancar uma resposta clara da autarquia, mas sempre se deparou com o habitual muro de silêncio mal-educado. Ora este comportamento num presidente da Câmara é vergonhoso para Olhão e, aliás, parece-me até, mentalmente anormal e lesivo para os interesses políticos do próprio. A APOS tem uma atitude de defesa dos interesses de Olhão, convidando todas as entidades, incluindo a autarquia, para este e outros eventos, dando colaboração mesmo quando a mesma não é solicitada, portando-se como guardiã dos superiores interesses do nosso concelho, mas a autarquia, quando através do seu presidente deveria ter um comportamento de Estado (pelo menos, respondendo à Academia Portuguesa da História…) comporta-se como uma criança de birras. Bem sei que esta criança de birras acabou de ganhar recentemente mais umas eleições com maioria absoluta. Isso dá-lhe legitimidade democrática para fazer estas birras. Mas, no entanto, não deixam de ser isto mesmo: apenas birras infantis! Chamo a atenção que chegámos a considerar fazer esta primeira sessão comemorativa na Biblioteca Municipal de Faro, onde com imensa facilidade e de um dia para o outro, obtivemos autorização para o uso do auditório. Foi apenas porque somos uma associação olhanense que nos esforçámos por rodear os obstáculos mesquinhos da autarquia, e nos dispusemos a fazer esta primeira sessão comemorativa no nosso concelho, a bem de Olhão, mas contra a vontade da entidade que mais deveria aplaudir estas iniciativas – a própria autarquia! Finalizo realçando que fizemos efectivamente a nossa segunda sessão comemorativa na Biblioteca Municipal de Faro no dia 16 de Janeiro último, com a presença da Directora Regional da Cultura do Algarve (Dr.ª Dália Paulo). Aproveitámos o momento para anunciar e mostrar a nossa nova edição do livro porventura mais importante de Alberto Iria para o Algarve e Olhão – A invasão de Junot no Algarve. Trata-se de mais um grande feito para uma pequena associação que com apenas três anos de vida, sem qualquer apoio financeiro, consegue disponibilizar gratuitamente ao público, através da internet, mais de 20 livros! Sim, isto não é uma gralha! O leitor leu bem: são mais precisamente 28 livros! Poderá vê-los na Biblioteca da página web da APOS em “www.olhao.web.pt”! A Directora Regional da Cultura não se cansou de elogiar a APOS como associação extraordinariamente singular em todo o panorama cultural-associativo do Algarve. Efectivamente, a APOS provou e prova, que é possível, sem dinheiro, fazer mais e melhor que alguns políticos incompetentes que gerem orçamentos milionários, sempre sem a preocupação de irem à falência! Afinal de contas, se houver prejuízo na autarquia ou noutro nível do Estado, somos sempre nós, contribuintes, que teremos que pagar a gestão danosa destes políticos… António Paula Brito (Presidente da APOS)
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