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Autor Tópico: Outlet nos terrenos do MARF  (Lida 2438 vezes)
ZeDePechao
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« em: Julho 12, 2009, 01:49:32 »

Comforme se pode ler no blog A defesa de Faro
A Câmara de Faro assinou o protocolo entre o MARF e a Neinver para a instalação de um outlet nos terrenos disponíveis no Mercado Abastecedor da Região de Faro.
O MARF Mercado Abastecedor da Região de Faro SA assinou um protocolo com a empresa Neinver Lusitana com a finalidade de ceder uma área de 97.635 metros quadrados destinada à instalação de um outlet, ficando protocolado que o terreno poderá ser arrendado ou vendido.

A aprovação deste protocolo por parte da Câmara Municipal de Faro, que é sócia do MARF, gerou contestação por parte do PSD/Faro, que acusa o presidente da autarquia José Apolinário de «estar a acabar com a economia farense, não tendo qualquer visão estratégica sobre qual o futuro do comércio em Faro».

O protocolo aponta para a falta de know how do MARF na área dos projectos comerciais desta natureza e salienta a existência de terrenos disponíveis naquela estrutura, visto não avançar a proposta da segunda fase, que apontava para a construção de um entreposto para pescado e marisco (frio), mais dois entrepostos. Por tudo isso, existe a possibilidade de ceder espaço a uma entidade terceira no ramo do comércio a retalho ou a futura transmissão a propriedade esses terrenos. É por isso que a Neinver, empresa com capital espanhol, líder na gestão de outlets a nível da Espanha, Polónia e Alemanha, aparece como parceira privilegiada e escolhida pelo MARF.

A Neinver é a terceira maior empresa do seu ramo na Europa e está interessada em expandir-se em Portugal, e mais concretamente no Algarve. O projecto, de acordo com o protocolo, vai contemplar a construção de edifícios comerciais numa área bruta de construção máxima de 58.581 metros quadrados. Segundo apurou o «barlavento», a construção de um outlet em Faro tem como finalidade estratégica o aparecimento por antecipação de uma estrutura comercial deste nível, retirando margem de manobra a outros possíveis projectos para a zona entre Alcantarilha e Faro.Perante este novo cenário para os terrenos do MARF, a Câmara Municipal de Faro propõe-se, então, a facultar todo o apoio necessário para que o investimento se concretize, nomeadamente acelerando a aprovação dos projectos.

Quanto ao desenvolvimento do Plano de Pormenor desta zona do Guelhim, em princípio, será assegurado pelo MARF, com a supervisão municipal, assumindo a Câmara a obra de reperfilamento da Estrada Nacional nº 520 B, com o alargamento da via e acessos ao próprio terreno. O projecto equaciona mesmo o nó que vai nascer da futura ligação Faro/São Brás de Alportel/Via do Infante.

Rui Serôdio, presidente do MARF, em declarações ao «barlavento», esclareceu que «apenas existe um protocolo que ainda não está assinado, não é um documento público e o negócio ainda não está firmado», sublinhando que não se pronuncia sobre documentos políticos e que apenas estão acordados os termos do protocolo, num documento tripartido entre o MARF, Câmara e Neinver.

Os social-democratas consideraram, em comunicado a que o «barlavento» teve acesso, que a Câmara de Faro «aceita qualquer intenção de investimento, sem acautelar o interesse público, escondendo a todos os reais contornos do negócio, depauperando o património municipal». O PSD questiona, ao mesmo tempo, qual o valor do terreno, como é que foi seleccionada a empresa, quais os termos de referência do Plano de Pormenor e quem vai pagar a sua elaboração. in Barlavento
« Última modificação: Julho 12, 2009, 04:58:45 por ZeDePechao » Registado
gavião
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« Responder #1 em: Setembro 04, 2009, 10:49:21 »

Não pretendo responder ao tema mas dada a importancia que tem para todo o territorio nacional achei ser meu dever divulgar a petição que está a decorrer em defesa da Reserva Agricola Nacional em:
http://www.peticao.com.pt/reserva-agricola-nacional

Como é do conhecimento publico o governo vai entregar a gestão da reserva agricola nacional às autarquias e prevê-se uma utilização para os solos agricola para fins bem diferentes do que têm tido aumentando cada vez mais a nossa dependencia alimentar de paises terceiros enquanto os nossos agricultores vão à falencia. O governo português já devolveu 600 milhões de euros por falta de candidaturas e outro tanto está para ser devolvido. Apoiemos a nossa agricultura subscrevendo a petição
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