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embroise
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« em: Maio 13, 2010, 10:15:09 » |
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Li agora mesmo no Brisas do Sul on Line esta noticia grave de mais para ser verdade e ficar sem resposta.
Será que a APOS merece um subsídio?
Por esta ser uma situação muito grave publicamos na íntegra a sua composição e na respectiva edição de Maio do jornal em papel do Brisas do Sul
Em finais de Fevereiro, o vereador da autarquia João Pereira, do BE, fez o favor de me informar que o executivo camarário estava concedendo subsídios a diversas associações culturais, exteriores ao concelho, e com reduzido impacto em Olhão. No entanto, embora estes subsídios dados a entidades externas fossem elevados, por vezes de muitos milhares de euros, às associações locais como a APOS, com um trabalho relevante no concelho… nem um euro era concedido!
Ao que parece, nessa reunião de Câmara, o vereador João Pereira terá perguntado ao sr. Presidente da Câmara porque a APOS não recebia qualquer apoio, tendo a resposta sido que a associação também não o tinha solicitado. Ora esta resposta, se foi dada desta maneira, é mentirosa e a APOS bem pode prová-lo através das inúmeras cartas que enviou à Câmara Municipal, e que nunca receberam resposta…
Daí que foi o próprio João Pereira, e por tudo isto muito lhe agradecemos, que me sugeriu dever a nossa associação enviar uma carta à Câmara a solicitar apoio financeiro, de forma a esclarecer o assunto.
Esta carta foi entregue em mão no dia 5 de Março e até hoje não mereceu qualquer resposta da autarquia, pelo que ficámos todos esclarecidos…
Expomos aqui a carta para o leitor ter uma pequena ideia do que temos feito:
A APOS (Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão) teve conhecimento que a CMO tem estabelecido contratos-programas e apoios financeiros a diversas associações no último mês.
Chamamos a atenção que a APOS tem existência legal desde 2006 e nunca recebeu qualquer apoio da autarquia. E no entanto a APOS tem solicitado por diversas vezes apoio e, apesar de nunca o ter recebido, tem prestado um serviço público único que mais nenhuma associação ou entidade em Olhão presta, a saber:
1º - Desde 2006 a APOS mantém a única newsletter electrónica semanal divulgadora de eventos culturais do concelho (actualmente com quase 1000 endereços). A divulgação é feita de eventos até da própria autarquia, ou seja, é a APOS que tem prestado apoio à autarquia!
2º - De 2007 a 2008 a APOS apoiou a autarquia em eventos como a promoção da sua imagem nas comemorações da revolta olhanense, através da preparação da viagem do caíque Bom Sucesso, da bem sucedida viagem comemorativa ao Brasil, da doação de uma medalha de Olhão ao Museu Municipal, etc.
3º - No ano de 2009 e até ao momento organizámos 8 conferências sobre personalidades olhanenses, promovendo a imagem do concelho junto de diversas entidades no Algarve, no País e a nível internacional.
4º - Em Fevereiro de 2009 elaborámos o primeiro e único roteiro turístico-cultural bilingue (português e inglês) de Olhão, para o qual aliás também já pedimos apoio nessa data e ao qual nunca obtivemos resposta.
5º - Desde 2009 publicámos electronicamente e disponibilizámos gratuitamente 27 livros na internet. Trata-se de longe o maior esforço divulgador que alguma entidade privada ou pública fez no Algarve. Tudo isto sem 1 euro de apoio! Alguns destes livros são inéditos, outros correspondem a traduções feitas pela APOS de escritores olhanenses que os escreveram noutras línguas, outros livros são apenas fundamentais para o conhecimento de Olhão mas estão esgotados.
6º - A APOS mantém uma página na internet que é reconhecidamente a maior fonte de conhecimento electrónico sobre Olhão. Frequentemente é na página da APOS que se encontram informações sobre alguns serviços da Câmara Municipal: novamente, é a APOS que apoia a autarquia...
7º - Já no ano de 2010, solicitámos apoio para a publicação do roteiro turístico (cujo apoio já tínhamos solicitado em Fevereiro de 2009, ou seja, há mais de 1 ano) e apoio para a publicação, em conjunto com a Direcção Regional da Cultura do Algarve e a Câmara Municipal de Faro, de uma peça de teatro datada de 1809 sobre a revolta de Olhão-Faro contra as tropas napoleónicas. Curiosamente a autarquia de Faro deu-nos resposta imediata.
Pelo exposto, atendendo à relevância dos serviços públicas que a APOS tem prestado em Olhão, parece-nos claro que o não apoio à Associação é um prejuízo para o concelho.
Faça o leitor agora o seu próprio juízo…
Mas ainda mais grave é que ficámos recentemente a saber que, apesar desta carta ter seguido nominalmente para todos os vereadores, pelo menos os da oposição – João Pereira (BE) e Eduardo Abúndio (PSD) – não a receberam!
Já diversas vezes acusei o executivo camarário de fascismo. E esta acusação faço-a porque, para mim, fascismo não é um regime que terminou em Portugal no dia 25 de Abril de 1974. Para mim, fascismo é por exemplo, um comportamento de desrespeito pelos representantes do povo, quando estes são da oposição, e quando temos a força suficiente para os desrespeitar.
Parafraseando um conhecido adágio popular eu diria que se queres conhecer um fascista, dá-lhe o poder para a mão. E o fascista, se tiver poder, faz isto mesmo: sonega a correspondência dirigida aos vereadores da oposição!
António Paula Brito de Pina
Presidente da Direcção da APOSresposta:
Este Tópico está aberto a esclarecimentos por parte dos acusados, e interessados em debater tais atitudes ,que a serem verdade, são um grave atentado à democracia no concelho.
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